48 Horas no Rio de Janeiro

A Veja Rio publicou umas dicas maneiras pra quem estiver de passagem pelo Rio. Vai ser difícil cumprir a maratona, mas se quiser arriscar…

Um bem corrido roteiro de dois dias pelas maravilhas do Rio

 

Rio de Janeiro

Do Arpoador aos Dois Irmãos, a praia urbana mais bonita do mundo

Maravilhosa e linda. A mais bela cidade do mundo faz 447 anos simpática como sempre e respirando novos ares. Viúva do poder federal e desgovernada por décadas, há alguns anos ela vem recebendo mimos ora simbólicos, ora significativos que, todos esperam, sejam permanentes. Se de um lado aparecem novidades burlescas, como a Cidade da Música, programas de segurança pública e o início da recuperação da região portuária são mais que bem vindos. Dois dias na mais celebrada metrópole brasileira é um acinte, mas mesmo assim vamos lhe dar o caminho das pedras para conhecer essa preciosa joia. É somente um menu-degustação, pois vale a pena ficar mais tempo. Ou retornar.

 

Real Gabinete Português de Leitura , Rio de Janeiro

 

Real Gabinete Português de Leitura. Foto: Edu Mendes/Divulgação

Dia 1

Vamos reservar o primeiro dia para conhecer um pouco do precioso centro carioca.

Nossa jornada começa entre imensos espelhos, mesas de mármore e confortável iluminação. Num atmosfera histórica e intimista, tome seu café da manhã na venerada Confeitaria Colombo e sinta-se no centro do poder da antiga República, em um ambiente outrora frequentado por senadores e diplomatas.

Devidamente alimentado, caminhe alguns quarteirões para deslumbrar-se com as prateleiras e galerias do venerável Real Gabinete Português de Literatura, casa de mais de 400 mil livros. Diminutamente monumental, é um poderoso convite ao estudo.

De volta para os lados do Largo da Carioca, suba até a mais bela igreja da cidade, São Francisco da Penitência. Escondida pela fachada simples e a movimentação do entorno, seu interior é composto de harmoniosos arranjos barrocos, do comovente altar ao deslumbrante forro. Vale a pena sentar em seus bancos e respirar um pouquinho.

Subamos agora a Rua 7 de Setembro até a altura da Praça XV para conhecer outra obra-prima sacra do Rio, a igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, local de sagração de Dom João VI e Dom Pedro I e II. O antigo Paço Municipal fica logo ao lado.

Pausa para o almoço, que pode ser um autêntico boteco carioca ou algo mais sofisticado. Se optar peloBeco das Sardinhas (cinco restaurantes que servem, adivinhe, sardinhas), poderá emendar a visita aoMosteiro de São Bento. Se for para os lados da enseada da Glória, uma boa opção é o Villarino, com bons pratos do dia a R$ 15, o clássico Amarelinho e o variado O Navegador.

Seja qual for sua opção, depois da refeição vale a pena dar um pulo para conhecer o Teatro Municipal e oMuseu Nacional de Belas Artes, um vizinho do outro. Neste último você será diretamente remetido aos tempos de escola quando encarar de frente quadros clássicos de Victor Meirelles e Pedro Américo, comoPrimeira Missa do Brasil e Batalha dos Guararapes. Pena que você não trouxe a lancheira.

Caminhe agora um pouco pelos belos parques e jardins da região, como a Praça Paris e o Parque do Flamengo, pagando uma visita ao Outeiro da Glória ou ao Monumento aos Pracinhas.

Se quiser, volte ao hotel para se refrescar um pouco, antes de se deleitar em alguns dos restaurantes estrelados da cidade, como o Le Pré Catalan, o Olympe e o Roberta Sudbrack. Afinal, você merece.

Para terminar o dia, vá chacoalhar o esqueleto na rua do Lavradio, na Lapa. A sugestão aqui é o concorrido Rio Scenarium, onde a combinação de boa música, decoração esperta, cozinha cuidadosa e gente bonita é simplesmente tentadora.

 

Rio Scenarium, Rio de Janeiro

 

Boa música e um ambiente agitado no Rio Scenarium. Foto: Dilmar Cavalher

Dia 2

Você exagerou ontem, não? A que horas voltou para o hotel?

Tome um bom açaí com granola, fatias de banana e xarope de guaraná e vamos passear no Jardim Botânico. Declarada reserva da Biosfera pela Unesco, suas amplas alamedas são um spa mental para qualquer um. Entre as célebres palmeiras-imperiais e bem alimentadas vitórias-régias e bambus passeiam turistas deslumbrados e babás à caça de seus protegidos. Reserve ao menos uma hora, uma hora e meia para curtir tudo sem pressa.

Agora dê uma volta pela Lagoa Rodrigo de Freitas antes de subir o Morro do Corcovado. A primeira parte do passeio com o trenzinho que vai até o alto é repleto de mata fechada e (muitas!) jacas. Até que, quase no finzinho, o conjunto faz uma curva e todos, em uníssono, soltam um sincero “oooooh!”, com direito a olhos arregalados e muitos cliques apressados: chegamos ao topo.

Cristo Redentor não é só o símbolo da cidade, mas do Brasil como um todo, mas o que vale realmente a pena é a excepcional paisagem. Repleta de marcos aqui e ali, todos abrem sorrisos e não dão descanso às suas câmeras: o Maracanã, o Jockey Club, a Pedra da Gávea, a Enseada de Botafogo. É um delírio, é emocionante. Fique pelo menos uma duas horas por aqui para aproveitar tudo com calma.

Mas ainda há muito o que fazer! Desça o morro e siga o caminho de Copacabana. A princesinha do mar anda um pouco caidona, com infraestrutura por vezes precária e um pouco de sujeira. A mais famosa de nossas praias merecia mais cuidado, mas continua tendo seu charme. Belisque uns biscoitos Globo, reidrate-se com um providencial mate gelado, faça reverência ao Copacabana Palace e bote o pé na areia.

A essa hora você deve estar morrendo de fome, então que tal uma boa e generosa feijoada? Na Casa da Feijoada você encontrará uma das melhores opções da cidade. Se não for abstêmio, não deixe de pedir uma caipirinha bem preparada.

Lesado e feliz com tanta couve e laranja, vamos bater um pouco de perna no eixo Ipanema-Leblon. Andando pela orla dá para entender bem as razões pelas quais a Vieira Souto e a Delfim Moreira são dois dos endereços mais cobiçados do Brasil. Reforce o protetor solar, dê um mergulho no mar, coma mais biscoitos de polvilho ou tome uma água de coco, mas do Arpoador aos Dois Irmãos, tire um momento só para si.

Se depois de algumas horinhas surgir aquela fomezinha vespertina, opções para uma boquinha é que não faltam. Se estiver na altura do Posto 9, experimente os sorvetes do Vero. Caso esteja pelos lados do Leblon, opte pelo bolinho de mandioca (ops, aipim) com camarão do Bracarense, as divertidas combinações do Bibi Sucos ou os veneráveis chopes e bolinho de bacalhau do Jobi.

O sol já ameaça cair, os banhistas dão lugar à movimentação nos bares. Hora de ir ver a noite chegar noPão de Açúcar. Pegue o bondinho e veja a mudança de cores transformar a cara da cidade. Esqueça-se do tempo e aproveite para sentir a brisa do mar, veja os aviões decolando do Santos-Dumont, enquanto os cruzeiros chegam ao porto. É poesia aos seus olhos.

Na hora de jantar, escolhemos uma instituição carioca, o Antiquarius, onde a pedida, é claro, é um bom bacalhau a lagareiro.

Mas o dia não termina aqui, pois o Rio é pura noite. Escolha então entre o Trapiche Gamboa, o Bar dos Descasados, o Zozô ou o Black Bar. Qualquer um é diversão na certa.

 

Bracarense, Rio de Janeiro

 

Salgadinhos são o forte do Bracarense. Foto: Fernando Lemos/Veja Rio

 

Se tiver mais tempo…

Depois de tanta balada, relaxe nas praias de Grumari Prainha, faça um passeio por Santa Teresa ou mergulhe nas ilhas Cagarras. Ou, não faça absolutamente nada, só curta a cidade.

Fonte: ViajeAqui

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